Acordamos cedo, café da manhã simples, abastecemos o tanque da moto com gasolina, o nosso com Red Bull, e partimos em direção ao Chuí, a cidade mais ao sul do Brasil. A estrada até lá é simples, mas com pouco movimento e o asfalto é bem honesto, então dava pra manter um ritmo legal.
Sorte!
Pegamos mais de 150km de reta, absolutamente reto, sem naada ao redor. Chato. Mato de um lado e mato do outro, entediante. Bastava manter a moto em linha reta e na velocidade escolhida e seguir em frente, a falta de coisas pra olhar e desviar dá um baita sono, tanto é que em um momento eu pensei ter um pica-pau no meu capacete.. Que nada, era a Debora cochilando e batendo capacete com capacete comigo..
Antes de viajar separei uma playlist legal pra ela ir escutando, nesse trecho até ouvi ela cantar.. Ao menos a estrada era boa, poucos buracos e bem sinalizada. A única coisa que lhe faz prestar um pouco de atenção é a grande quantidade de animais mortos por atropelamento, cheguei a ver uma tartaruga, lindona, atravessando a pista.
Ao entrar pra resolver os documentos, o fiscal resolveu tudo sem estress, em câmera lenta assistimos os passaportes sendo carimbados e a papelada burocrática passando de masa em mesa. O tal do “seguro carta verde”, é importante mesmo pra eles, tem que sair de casa com isso pronto.
Muito simpáticos, desejaram boa tarde e boa viagem.
Que emoção, estávamos dentro do Uruguai! Paramos pra tirar várias fotos, nessa hora não tinha mais tensão sobre a viagem, estávamos vivendo aquilo que planejamos, era só alegria.
Pouco a frente, cansados de ver mosquitos morrendo na viseira do capacete, entramos na Fortaleza Santa Teresa, um lugar guardado por militares, que se resume a uma grande fortaleza, construída em pedras no ano de 1792, muito bonita, que abriga também um camping e uma população inteira de vacas. Vacas motociclistas talvez, pois não tiravam os olhos de nós.. Fomos com a moto até próximo do mar, estacionando na frente de umas dunas. Gostamos, pela primeira vez vimos a praia do território Uruguaio. Entramos em Punta por La Barra, o que resulta em ter que cruzar aquelas pontes onduladas, marcantes. Foi emocionante passar por lá, sentíamos a sensação de “dever cumprido”, não só conseguimos chegar, como adiantamos um dia! – Caramba, tomara que tenham vaga no nosso hotel, a reserva seria só a partir de amanhã..
Tudo certo, quando paramos a moto vi que rodamos mais uns 700km. Incrível como foi tranquilo, com vontade e estrada boa, é bem fácil.
Fechamos a noite no Cassino Conrad. Um bonito hotel cinco estrelas. Tipo Las Vegas. De frente para o mar, com um enorme Cassino, com infinitas máquinas caça níqueis e toneladas de mesas de jogos. O padrão é tão legal que de lá transmitem jogos do Pokerstars.. Nos divertimos muito, jogamos muito na roleta, bebemos, ganhamos, perdemos, bebemos.. Fomos dormir satisfeitos, sabendo que só retornaríamos para a estrada dali a um bom tempo.
Opa, fala Luiz!
ResponderExcluirSó um pequeno detalhe, cara! A polícia corrupta é a argentina, sobretudo na Ruta 14, que sempre passa pertinho da fronteira brasileira. Esses, sim (principalmente nas províncias de Entre-Rios) são caçadores de propinas.
No Uruguay, o papo é diferente: as leis são cumpridas à risca, mas a polícia é legítima. Além dos uruguayos, só os chilenos tem essa "fama" na América do Sul, a de prenderem os pretensos corruptores. Se for parado no Uruguay, não ofereça propina!
Abração!